terça-feira, 8 de novembro de 2011

EM SEGUIDA é uma coisa que não para.

"Quando chegar aos 30
serei uma mulher de verdade
nem Amélia nem ninguém
um belo futuro pela frente
e um pouco mais de calma talvez

e quando chegar aos 50

serei livre, linda e forte
terei gente boa ao lado
saberei um pouco mais do amor
e da vida quem sabe

e quando chegar aos 90

já sem força, sem futuro, sem idade
vou fazer uma festa de prazer
convidar todos que amei
registrar tudo que sei
e morrer de saudade."




M.M.

sábado, 5 de novembro de 2011

Pré - requisito

Seja um pouco do meu tudo e já será lindamente suficiente.
Até porque,
por mais estranho que pareça,
não quero te adequar aos meus anseios.
E sim moldar meu desejo de acordo com tua oferta.
Pra que eu não queira além do que posso ter e assim não me fruste.

Larissa de Sousa Leite

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

XX (Ser Mulher)


Eu sou feita de carne, osso, curvas, sangue, desejos e vontades, sonhos, amores... de fases e ciclos. Sou o movimento de ser... ser simplesmente eu. 
Sou feita de agua, de ar, fogo e terra, sou a noite e também o dia, amo profundamente mas não provoque o meu o outro lado, que ele existe e é tão poderoso quanto meu amor.
Tenho mil nomes, muitas faces e infinitas possibilidades, quando me vejo em cada mulher, em cada fêmea, em cada quadril, a cada ventre que cria e re-cria sua história todo mês, em rubro e rosa.
Movimento da vida, movimento da morte, o ciclo do renascimento. Giros e rodopios, ondulações, movimentos que trazem o equílibrio traduzindo o Amor em nossos corpos... Verto-me em prazer. Êxtase...
Bolinhas de sabão, brincar na lama, guerra de mamona, ficar apenas largatixando no sol, ser bicho, uivar para a Lua, apurar nosso faro, correr pelos campos, pular nos galhos, gargalhar...
Aspirar a plenitude. Sou criança, sou jovem, sou velha, mãe, guerreira, filha, cozinheira, neta, dançarina.
Sou a espada e a flor.  A borboleta das metamorfoses, do ballet das mudanças... Sou Completa, inteira...
Danço para criar... crio o meu mundo, curo minhas dores, meus sonhos, meus amores. Nesta dança sou aprendiz e sou a mestra...
Sou Mulher,
Sou a Loba,
Sou a Bruxa,
Sou a Fada,
Sou tudo tudo, e também posso ser nada...
Me desfaço no som, e me recrio a cada passo,
Sou Inteira,
Sou Rubra,
Sou Rosa,
Sou a Deusa,
Sou eu mesma, do meu jeito, dos meus feitos, dentro e fora do meu peito.
Sou Sagrada.
Sou Mulher.
(Jad le Morgain)

sábado, 29 de outubro de 2011

Deixa a Doralice sambar numa boa.

É dia de ver a Doralice dançar
Na ponta do pé
Levantando a saia pra não molhar
De baba de Bamba...

Tomara que chova
Tomara que a chuva caia
Doralice na roda
Descalça molhada, a saia rodada
Um convite pra mim.

Banda Eva

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Simples

Não tenho medo do que possa acontecer.
Aprendi a andar no escuro,
a viver com os olhos abertos.
Escolhi não me iludir.

Larissa de Sousa Leite

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Aos que sofrem, por fim o céu (abranda a raiva)


...O que trago sobre os ombros é meu e é só meu
Sustento sem implorar a benção e o pesar
Mais vil é desdenhar do que não se pode ter.
Vive tão disperso, olha pros lados demais
Não vê que o futuro é você quem faz
Porque o fracasso lhe subiu a cabeça
Atribui ao outro a culpa por não ter mais

Declara as uvas verdes, mas não fica em paz
Porque o fracasso lhe subiu a cabeça...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Morna e ingênua

Uma solidão involuntária é sempre tediosa. A minha é romântica, poética, profunda — e opcional.